Incêndio destrói arquivo físico do TJES na Serra, mas processos digitais estão preservados
O incêndio que atingiu o galpão do Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em Jardim Limoeiro, na Serra, na manhã desta terça-feira (21), destruiu o acervo de processos físicos armazenados no local. Apesar da perda documental, o Tribunal informou que grande parte dos processos já havia sido digitalizada e que os documentos considerados mais sensíveis permanecem preservados.
Em entrevista à TV Vitória/Record, o juiz de Direito e secretário-geral do TJES, Anselmo Laghi Laranja, explicou que o incêndio atingiu apenas processos que já estavam arquivados e que a perda não compromete a prestação jurisdicional.
“Há uma perda de material, de arquivo e de processos arquivados. Todos os processos que estavam depositados aqui eram processos arquivados. Embora lamentável, a perda não representa prejuízo significativo”, afirmou.
Processos digitais reduzem impacto do incêndio
Segundo o secretário-geral, uma parcela significativa do acervo já possuía versão digital, o que minimiza os impactos da destruição causada pelo incêndio.
Anselmo destacou ainda que os processos mais importantes para a população, como ações de família e inventários, não foram afetados.
“Uma parte significativa desses processos já estava digitalizada. Eram processos fundamentalmente da Grande Vitória. O que veio do interior já veio digitalizado e os processos mais sensíveis, que tocam mais a vida das pessoas, como os processos de família e os processos de inventário, estão todos preservados porque também já estavam digitalizados.”
Galpão tinha alvará e passava por reorganização
De acordo com o TJES, o complexo possuía alvará válido do Corpo de Bombeiros Militar e havia passado recentemente por revisão das instalações elétricas.
O Tribunal também informou que, desde o final de 2025, realizava um processo de reorganização do arquivo e do patrimônio institucional, com mutirões de limpeza, separação de materiais e preparação de bens para leilões públicos.
Imagens de câmeras serão entregues à Polícia Civil
O secretário-geral informou que toda a área é monitorada por câmeras de segurança e que o sistema recebeu reforço com a instalação de mais de 20 novos equipamentos nos últimos meses.
As imagens gravadas durante o incêndio foram preservadas e serão encaminhadas à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação das causas da ocorrência.
“Nós temos a área toda monitorada por câmeras. Resgatamos o servidor que armazena essas imagens e ele será encaminhado à Polícia Civil. Vamos apurar, porque precisamos saber as causas do incêndio, tenham elas sido acidentais ou de outras origens”, disse Anselmo Laghi Laranja.
Nota oficial do TJES
Em nota, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo informou que mobilizou equipes logo após tomar conhecimento do incêndio para acompanhar a situação, avaliar as condições do imóvel e realizar um levantamento preliminar dos danos.
O órgão também agradeceu a atuação do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo no combate às chamas.
“Assim que tomou conhecimento da ocorrência, o Tribunal mobilizou equipes para acompanhar a situação no local, avaliar as condições da unidade e realizar um levantamento preliminar dos possíveis danos decorrentes do incidente. O TJES agradece ao Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo pela pronta atuação e pelo trabalho desenvolvido no combate às chamas, fundamental para o controle da ocorrência. Novas informações serão divulgadas tão logo haja atualização sobre o caso.”

