Guarda de Vitória apreende bicicleta com motor a combustão irregular na Avenida Fernando Ferrari

Guarda de Vitória apreende bicicleta com motor a combustão irregular na Avenida Fernando Ferrari
Foto: GCMV/Divulgação

A Guarda Civil Municipal de Vitória apreendeu uma bicicleta equipada com motor a combustão na tarde desta segunda-feira (15), na Avenida Fernando Ferrari, em Goiabeiras. O veículo artesanal circulava sem licenciamento e sem placa de identificação, situação considerada irregular pela legislação de trânsito.

De acordo com a Guarda de Vitória, uma equipe realizava patrulhamento de rotina quando percebeu a aproximação da bicicleta devido ao barulho intenso do motor. Além disso, o condutor estaria trafegando de forma perigosa entre os veículos, o que motivou a abordagem.

Durante a fiscalização, os agentes constataram que o veículo era uma adaptação caseira, composta por um tanque de combustível acoplado à bicicleta, sem qualquer certificação ou regulamentação exigida pelos órgãos competentes.

“Na abordagem, identificamos que a bicicleta a combustão não tinha licenciamento nem placa identificadora. Era formada por um tanque de combustível acoplado na bicicleta de forma totalmente caseira e sem seguir qualquer regulamentação. Por conta disso, o veículo foi removido e encaminhado a um pátio credenciado”, explicou o inspetor Rocha.

Bicicleta com motor a combustão precisa seguir regras do Contran

Segundo o coordenador da Gerência de Operação e Fiscalização de Trânsito de Vitória, Fagner Pinheiro, veículos artesanais não são proibidos, desde que cumpram as exigências previstas na Resolução nº 699/2017 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Para circular legalmente, a bicicleta motorizada deve passar por vistoria técnica, possuir certificação de segurança emitida por profissional habilitado, além de registro e licenciamento junto aos órgãos responsáveis.

“O veículo artesanal em si não é ilegal, desde que obedeça à regulamentação do Contran nº 699/2017. Uma vistoria devidamente executada e o registro desses veículos são uma questão de segurança viária, pois a estrutura original da bicicleta não foi projetada para as velocidades e o peso extra gerados pelo motor a combustão”, destacou Pinheiro.

Riscos à segurança no trânsito

O coordenador alertou que esse tipo de adaptação pode comprometer a eficiência dos freios e a estabilidade da bicicleta, aumentando o risco de acidentes.

“O condutor pode não conseguir parar o veículo a tempo, aumentando drasticamente o risco de colisão. Além disso, a vibração constante do motor e o estresse mecânico podem causar trincas e rupturas no quadro da bicicleta, gerando quedas severas em movimento”, afirmou.

Ainda conforme o especialista, quando a bicicleta motorizada ultrapassa a velocidade de 32 km/h, ela passa a ser considerada um ciclomotor. Nesses casos, o condutor deve possuir, no mínimo, a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), além de emplacamento, registro no Detran, retrovisores e sistema de iluminação.

Já os veículos que atingem velocidades superiores a 50 km/h exigem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, além do cumprimento de todas as exigências legais para circulação.

Fiscalização será intensificada

A Guarda de Vitória informou que continuará realizando ações de fiscalização para garantir o cumprimento das normas de trânsito e aumentar a segurança viária.

“A fiscalização continuará sendo realizada para garantir que todos os veículos que circulam nas vias estejam em conformidade com a legislação. O cumprimento das normas é fundamental para reduzir riscos e preservar a segurança de motoristas, ciclistas e pedestres”, concluiu Fagner Pinheiro.