Denúncia aponta suposto uso irregular de ambulância da UPA de Carapina

Denúncia aponta suposto uso irregular de ambulância da UPA de Carapina

Uma ambulância da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Carapina, na Serra, é alvo de denúncias por suposto uso irregular. As informações foram encaminhadas à redação por meio de relatos e imagens, que apontam possíveis falhas no transporte adequado de pacientes.

De acordo com a denúncia, o veículo estaria sendo utilizado para transportar materiais diversos junto com pacientes, como caixas e pacotes de lençóis. Um dos pontos que mais chama atenção é o relato de que itens hospitalares estariam sendo levados em sacos infectantes dentro da ambulância, o que pode representar risco à saúde e descumprimento de normas de biossegurança.

Ainda segundo as informações recebidas, profissionais de enfermagem das unidades estariam pressionando condutores das ambulâncias a realizarem esse tipo de transporte. A justificativa, conforme os relatos, seria de que eventuais recusas poderiam gerar reclamações às empresas terceirizadas responsáveis pelo serviço.

Em nota enviada à reportagem, a empresa ARM informou que o contrato firmado junto à UPA de Carapina, administrada pela Santa Casa Chavantes, compreende exclusivamente a prestação do serviço de ambulância com fornecimento de condutor. Segundo a empresa, a equipe de enfermagem, assim como a orientação sobre demandas e prioridades, é de responsabilidade da coordenação da unidade.

“Nosso contrato junto à UPA de Carapina (Santa Casa Chavantes) compreende na prestação de serviço da ambulância com nosso condutor, ficando a equipe de enfermagem, bem como orientação das demandas e prioridades pela coordenação da UPA de Carapina”, informou a ARM.


Especialistas da área da saúde alertam que ambulâncias devem ser utilizadas exclusivamente para o atendimento e remoção de pacientes, seguindo protocolos rigorosos de higiene e segurança. O transporte de materiais, especialmente em condições inadequadas, pode aumentar o risco de contaminação cruzada.

A reportagem procurou a Prefeitura da Serra e a administração da unidade para esclarecimentos sobre o caso e aguarda posicionamento oficial.

O espaço segue aberto para manifestações.

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