Funcionária de hospital afirma ter sido agredida por senador durante exame
Uma técnica de enfermagem do Hospital DF Star, em Brasília, relatou ter sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES) durante um atendimento na noite de quinta-feira (30).
Em nota, a unidade hospitalar informou que abriu apuração administrativa para verificar o caso e que está prestando suporte à funcionária que fez o relato envolvendo o parlamentar.
“O Hospital DF Star informou que abriu uma apuração administrativa sobre o episódio ocorrido na noite de quinta-feira e que está prestando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão. A unidade também afirmou estar à disposição para fornecer os esclarecimentos necessários às autoridades responsáveis pela investigação”, disse.
O senador Magno Malta está internado no local desde quinta-feira, após passar mal a caminho do Congresso Nacional. “Fiquei tonto e apaguei”, relatou em vídeo publicado em sua conta no Instagram.
Senador rebate nega ocorrido
Em vídeo publicado neste sábado em suas redes sociais, Malta negou ter agredido técnica de enfermagem.
“Aqui o atingido fui eu. A vítima fui eu. Eu que tive o braço prestes a ter uma trombose”, afirmou o parlamentar, que contou que a profissional teria inserido a agulha de forma incorreta em seu braço durante uma tomografia, fazendo com que a medicação circulasse fora do vaso sanguíneo.
“O catéter foi colocado fora da veia e todo o medicamento, inclusive o contraste caiu todo dentro do meu braço, fora da veia. Eu comecei a sentir dores, a dizer ‘tá ardendo! tá doendo! esse catéter está errado’. Até que quando colocou o contraste eu não aguentei”, contou Malta, que disse ter saído do exame.
Confira o vídeo publicado pelo senador
A defesa do senador também se pronunciou, afirmando que avalia propor ação indenizatória por danos morais contra a técnica e fazer uma representação junto ao Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal.
“No curso dos procedimentos diagnósticos em andamento, a responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do Senador, com formação de trombose e expressivo hematoma”, detalha o documento.
“O Senador, sob forte medicação, com a cognição afetada pelo quadro clínico instalado e sentindo dores intensas, reagiu ao sofrimento físico e não a pessoa da técnica, acionando imediatamente o médico responsável pelo acompanhamento”, completa.
Os advogados de Malta argumentaram, ainda, que “não é incomum em situações de erro médico hospitalar de tal magnitude”, especialmente “quando o paciente é figura pública”, que o profissional envolvido “antecipe uma narrativa inversa”. visando, de acordo com o texto, deslocar o foco da falha técnica para uma “suposta agressividade da vítima”.

